27 outubro 2009

Eu prefito ser uma Metamorfose ambulante...


Eu sempre achei que as pessoas organizadas fossem pessoas chatas. Escrevi sobre isso aqui, falando (mal) de professores organizados. Porque, efetivamente, os professores mais organizados com quem trabalhei eram...organizados e só. Limitados e rígidos como formigas em fila, desesperados por qualquer mudança, qualquer inovação.
Eu pensava, equivocadamente, que as pessoas organizadas eram sempre pessoas sem criatividade.
De certa forma, ser bagunçada fazia parte da minha personalidade, era como eu me definia, era como me definiam. Não foi à toa que escolhi "A Casa da Mãe Joana" como título para o blog. Até pouco tempo, o subtítulo era" uma bagunça de ideias" e na lateral, tudo era regido pela palavra "baderna". Substitui por "Casa" e retirei o subtítulo, porque as palavras tem poder, e tem muito poder.
Nesse ano, 2009, descobri que organizar pode ser um exercício de criatividade. Claro que não é nada parecido com os meus colegas chatérrimos, entediantes...não, não.
A nova organização que me proponho a seguir é inspirada em vários blogs bacanas que estão linkados aqui ao lado, como o Chega de Bagunça, Arrumadíssimo, Atelier Ordenar...e tantos outros. Gente, um charme. Uma forma delicada, criativa, de lidar com o seu próprio canto, redescobrindo as delicias de tornar a sua casa cada vez mais personalizada.
O fato é que desde que me "converti" à arrumação modifiquei muita coisa na minha casa: estou tentando adaptá-la a sabedoria do Feng chui, arrumei armários em demoradas semanas onde descbri provas minhas de vestibular(!!!), fotos esquecidas, roupas inúteis e cartas de amor. Tudo foi selecionado, a cesta de lixo foi grande, bem grande, porque muita coisa que faz sentido em um tempo, passa a ser inútil depois.
Claro que muita coisa foi guardada, mas guardada direito, com carinho, não jogada "pra ver depois". A sensação de controle é interessante.
Há pouco tempo, quando eu procurava um livro ou cd, ele poderia estar na estante, no rack, no freezer, no banheiro...sei lá. Agora sei. Agora sei onde as coisas estão e eu as controlo, não o contrário.
Nesse frenesi organizador, entrou o capricho, as flores, os aromas. E a minha casa, que já era meu lugar predileto no mundo, ficou ainda melhor.
Nem entendo como vivi quatro décadas com tanta bagunça. Não sabia que ser assim seria tão bom, tão saboroso.
Estou , hoje, absolutamente convencida de que a arrumação da casa, dos armários, das gavetas (ah, as gavetas...) refletem totalmente o estado de espírito da pessoa.
E nessa mudança, não renego a antiga Vivien, a "dona da baderna", como eu me definia aqui no blog. Mas não preciso do caos pra me explicar, não preciso mais.
Bem vindos, essa é a Casa da Mãe Joana, versão arrumadinha.



(foto retirada da internet)

24 outubro 2009

O passado bate a sua porta






Ok, ok, um dia, beeeem distante, beeeem distante mesmo, pode até ser que eu tenha gostado - um pouco - de carnaval. E aí ficou esse registro: vestida de marinheira em Caxias, eu mereço, eu mereço.
Mas, me digam, não parece uma propaganda de coca-cola? Ah, esses terríveis anos 70..

22 outubro 2009

Maus


Depois de anos, finalmente li Maus. Para quem ainda não se deparou, fica a dica, procure uma boa livraria com uma sessão razoável de HQ e leia, leia já.
Maus já pode ser considerado um quadrinho clássico.
(Bem) escrito por Artie Spiegelman, Maus narra a história de seus pais na Polônia quando da ascenção do nazismo, passando pelo gueto e culminando em Auschwitz. O autor optou por construir essa narrativa concomitantemente com a narrativa da própria coleta da história. Assim, podemos ver Artie conversando com Vladek, seu pai, ao mesmo tempo que ouvimos/lemos e, obviamente, sofremos com a história do próprio Vladek.
Artie retrata judeus como ratos - uma interessante ironia envolvendo a forma como eram descritos pelos nazistas da época - os alemães como gatos, americanos como cães.
A fluência da história é incrível, impossível parar de ler, viciante e asfixiante ao mesmo tempo. Poucas vezes vi uma descrição da fome com tanta vivacidade.
Vladek possui hábitos regrados e um senso de economia que vai às raias da loucura. Porque me parece que, emocionalmente, ele não conseguiu sair de Auschwitz, portanto, sua relação com a realidade é diferente.
Além de retratar a bela história de amor dos pais, o sofrimento do Holocausto, Maus consegue trazer a baila uma conflituosa relação entre pai e filho. Nesse caso, entre pai e filho judeus, com toda a carga, todo o peso da guerra, dos campos de concentração e da sobrevivência.
Ler Maus é uma necessidade.

21 outubro 2009

Fortaleza II - Praia do Futuro




Gente, é a ilha de Caras...rs
Sério. A praia além de bonita pra caramba, é base pra algumas "barracas" que são resorts....formam um conglomerado de restaurantes transados, bares, piscinas, redes, tudo com um paisagismo de ilha da fantasia. Lindo, lindo, lindo.
Ao lado, ali mesmo, atravessando a rua, não encontramos prédios, mas favelas. Lixo pela rua, casebres e bastante violência, lugar perigoso mesmo.
Uma terra de contrastes.


ps. fotos retiradas da net.

19 outubro 2009

Fortaleza I - Dragão do mar





Das coisas que vi em Fortaleza, umas das que mais gostei, sem dúvida, foi o Centro Cultural Dragão do mar. Eu tinha pesquisado um pouco na net e já fui com o intuito de encontrá-lo, mas não achei que fosse tão bacana.
A entrada não promete e o a arquitetura é de gosto duvidoso, mas o lugar é um paraíso. Voltei várias vezes e quero falar das coisas que vi com mais tempo, pois eram exposições que merecem um post cada uma. Mas por hora, fica a descrição gral: o lugar conta com teatro, anfiteatro, auditório, salas de exposições variadas, lugar para oficinas, muiiito espaço, livraria, café, planetário, Museu de Arte Contemporânea e, atravessando uma passarela, casarões LIIIIINDOS restaurados que funcionam como bares e fervem à noite.
Ao lado, a enorme biblioteca pública e um Sesc bem bacana, onde vi uma exposição de arte naif maravilhosa.
Eu surtei naquele lugar, quem for pra lá, não deixe de conhecer.
Depois conto mais, beijos.



11 outubro 2009

Fortaleza









Minha gente, tô aqui,em Fortaleza.
Notícias detalhadas depois de quarta feira. Beijos a todos.

03 outubro 2009

Sobre água, rosas e caldeirões


Então, fiz o tal shiatsu. Só conhecia massagem tradicional, que adoro. Shiatsu foi a primeira vez.
O encantador nessa terapia é que o corpo físico está amalgamado com todas as questões emocionais, tal e qual na acupuntura, que também gosto muito.
Segundo a massagista, ao analisar os pontos que doem e os que não doem, dentro de mim há uma mocinha, uma criança que foi magoada. Olha isso.
Parece que minha fatia adulta até que está legal, o problema é com a Vivinha juvenil.
Isso está me interessando de sobremaneira. Essa viagem interna não foi proposital, aconteceu. Junto com outras mudanças - boas - veio uma vontade de caprichar no auto-cuidado, na auto massagem, nos banhos prolongados de banheira, em caprichar para uma noite de sono melhor.
Essa atração por água é velha, já comentei aqui no blog.
Mas a atração por flores, é totalmente nova. Não que eu não gostasse de ganhar flors, por exemplo. Sempre gostei, apesar de ter ganhado poucas vezes. Mas nunca comprei tantas flores pra minha casa, nunca senti essa necessidade quase visceral de tê-las por perto. Em especial, rosas, ando fissurada por rosas.
Se eu já gostava de cozinhar, isso se tornou mais do que u ritual, se tornou uma necessidade deliciosa, um momento meu, uma forma de expressão e conforto.
Estou fascinada por histórias de "bruxas", no sentido de compreender formas de expressão da feminilidade. O blog da vez, dentro desse movimento, é o Casa Claridade.
Vou contando pra vocês o processo de mudança.